No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de Próstata

24 jan por

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de Próstata

O câncer de próstata é o tipo mais frequente, representando quase 30% dos casos, quando se exclui os cânceres de pele não melanoma. Segundo dados do INCA, Instituto Nacional do Câncer, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata.

De acordo com o médico Carlos Eduardo Bolognani, do departamento de Urologia do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer) e membro da European Association of Urology, 1 em cada 7 homens terão a doença, por isso, a grande importância dos exames diagnósticos, já que a prevenção nem sempre é uma possibilidade.

“Não é possível prevenir o câncer de próstata, entretanto, novos estudos indicam que a prática de atividade física e o controle da obesidade podem diminuir o risco do desenvolvimento. Mas é fato que o diagnóstico precoce ajuda a reduzir os casos de morte, pois as taxas de cura chegam a 90% quando a doença é diagnosticada na fase inicial”, explica Carlos Eduardo.

Históricos familiares devem ser motivos de atenção. “A presença de um familiar de primeiro grau com o diagnóstico aumenta em duas vezes a possibilidade de se ter o tumor; se forem dois familiares, esse risco aumenta em cinco vezes”, diz o urologista.

Em relação aos principais sintomas, o médico informa que nos estágios iniciais a doença é assintomática. Os sinais como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, esvaziamento incompleto da bexiga, são decorrentes do aumento benigno da próstata, condição frequente na população acima de 50 anos.

 

Como rastrear?

O rastreamento da doença deve começar a partir dos 50 anos na população, em geral, e a partir dos 45, se a pessoa tiver familiares com diagnóstico de câncer de próstata, ou se for de raça negra. Os exames de pesquisa do câncer de próstata devem ser realizados todo ano, que são os exames do toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico). O toque retal permite avaliar se há a presença de nódulos (caroços) na próstata, que são bastante sugestivos de neoplasia, chegando a 90% o risco de ser a doença. O PSA é realizado por meio da coleta de sangue, e quando aumentado há a suspeição de câncer em aproximadamente 35% dos casos, em determinada faixa de valores.

Para se ter um diagnóstico preciso, é importante a realização da biópsia. Com ela, é possível analisar se nos fragmentos extraídos possuem células tumorais. O tratamento vai depender do estágio em que se encontra, das doenças associadas e da idade do paciente. Em fases iniciais são tratadas basicamente com cirurgia ou radioterapia associada à hormonioterapia. Nas fases avançadas com hormonioterapia e quimioterapia.

 

Relato de Experiência

Osmar Dias Junior, 65 anos, é autônomo, casado e tem 4 filhos. Quando descobriu o câncer há exatamente 1 ano, em estádio IV, com metástase nos ossos e linfonodal, não visitava o urologista há mais de 5 anos. Passou por duas cirurgias, seis sessões de quimioterapia em tratamento via protocolo de pesquisa clínica no IBCC. Hoje faz acompanhamento trimestral para controle.

“Eu sentia várias vezes por dia vontade de urinar, mas pensava que era efeito do remédio para controle de pressão que é diurético. Quando cheguei a ir de 5 em 5 minutos ao banheiro e não conseguia urinar de forma satisfatória, procurei o médico, fiz exame de toque e ultrassom que detectou o nódulo. Infelizmente nós não paramos pra pensar que pode acontecer com a gente. A briga é com a nossa mente, tenho bastante autocontrole e me questionava o tempo todo sobre o porquê de não ter procurado o médico antes”, desabafa Osmar.

Segundo ele, entre os homens é um tabu muito grande falar de prevenção. “Temos de fazer consultas todo ano, porque pode acontecer com qualquer um. E quem já descobriu, lute, a medicina tem muitos recursos, estou muito satisfeito com a assistência do IBCC. Tirei muitas lições com o câncer, parei para me cuidar mais e recebi total apoio da minha família”, finaliza.

 

Artigos relacionados

Tags

Compartilhar

468 ad

Enviar mensagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *